Rainha Charlotte de Mecklemburgo-Strelitz lutava por melhor educação das mulheres

Rainha Charlotte, uma das mais importantes mulheres de seu tempo, era negra, segundo estudos de sua ascendência.

Rainha Charlotte
Rainha Charlotte

Existem documentos que relatam sua ascendência africana, o que fica ainda mais evidente ao observarmos seus traços. Seu quadro de coroação, inclusive, teria sido usado pelos abolicionistas para reforçar sua causa.

Princesa Charlotte, filha do duque Carlos Luís Frederico de Mecklemburgo, príncipe de Mirow, casou-se com Jorge III quando ainda era príncipe, acompanhou-se em sua elevação à rei de Hanôver, quando tornou-se rainha consorte do Reino da Grã-Bretanha e Irlanda e, posteriormente, Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda.

Botânica amadora, empenhou-se em expandir os Reais Jardins Botânicos de Kew. Também era mecenas das artes, conhecida de grandes nomes como Bach e Mozart, conquistou Jorge III por conta de seus atributos intelectuais e do caráter impecável.

O casal real teve quinze filhos, dos quais treze chegaram à idade adulta, no entanto, conta-se que Charlotte era pessoalmente perseguida pela sogra, que a vigiava a fim de limitar suas atividades e interações.

Uma de suas preocupações era com a educação das mulheres que, à época, geralmente era bem pior que a dos homens. Mulheres geralmente eram educadas apenas a se portarem bem diante de convidados e personalidades, serem boas mães e esposas, mas Charlotte, que sempre se interessou por cultura, música, artes e botânica, buscou conhecimentos para si através de estudos e leitura e estendeu este também à suas filhas mulheres.

Além de excelente mãe e companheira, já que veio a cuidar de seu marido após ser considerado louco, até seu leito de morte, também era agradável para conversas, pois era dotada de simpatia e inteligência.

Rainha Charlotte
(c) Oxford College Anon II, University of Oxford; Supplied by The Public Catalogue Foundation

 

Thatiana Nunes | Redatora do Blog AlexandraLoras.com

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