O homem que andava 19km por dia para estudar

“Você pode matar um homem, mas você não pode matar uma ideia.”
(Medgar Evers)

Medgar Wiley Evers (2 de julho 1925 – 12 de junho de 1963) foi um ativista afro-americano do Movimento dos Direitos Civis dos Estados Unidos, assassinado pelo supremacista branco Byron De La Beckwith.

Era filho de Jessie e James Evers, pequenos fazendeiros do Mississipi.

medgar evers

Após o linchamento de um amigo da família, Medgar ficou determinado a estudar, ainda que para isso tivesse que enfrentar as mais duras penas. Para ir e voltar da escola, Medgar caminhava 19,3 km por dia e conseguir o diploma do ensino médio.

Em 1943, aos 18 anos, Medgar alistou-se no Exército dos EUA, junto com seu irmão mais velho. Lutou na França, no Teatro Europeu da Segunda Guerra Mundial e, em 1945, deu baixa com a patente de sargento, retornando à sua cidade natal.

Ainda obstinado a ser alguém importante, matriculou-se no Alcorn College (Atualmente Alcorn University), graduando-se em Administração de Empresas.

Na faculdade, Medgar dedicava-se aos estudos, dividindo-se também entre debates em grupo, futebol, atletismo e ainda cantava no coral.

medgar eversGanhou a honra de Who’s Who in American Colleges por suas realizações.

Casou-se com uma colega de faculdade Myrlie Evers-Willians, em 1951 e, no ano seguinte, pós-gradou-se. Tiveram três filhos e mudaram-se para Mound Bayou.

Com a mudança de cidade, Medgar foi contratado por T. R. M. Howard para vender seguros na Magnolia Mutual Life Insurance Company. Howard era envolvido com o ativismo, presidindo a RCNL (Regional Council of Negro Leadership), uma organização pelos direitos civis e ajuda mútua, o que aproximou Medgar ao ativismo e também lhe deu respaldo para ingressar de vez.

Medgar participou ativamente do boicote da RCL aos postos de combustível que negavam o uso de banheiros a negros, distribuindo adesivos com o slogan “Don’t Buy Gas Where You Can’t Use the Restroom” (Não compre gasolina onde você não possa usar o banheiro). As reuniões da RCL chegavam a ter mais de 10 mil pessoas presentes.

Em 1954, Medgar candidatou-se a Faculdade de Direito da Universidade de Mississipi e, quando teve seu pedido negado, moveu uma ação contra a universidade, tornando-se foco da campanha da NAACP para o fim da segregação nas universidades. O caso chegou à Suprema Corte dos EUA, que teve seu nome sugerido para primeiro-secretário do escritório nacional da NAACP.

medgar eversSeu assassinato aconteceu em 12 de junho de 1963, quando ele estacionou seu carro na garagem ao retornar de uma reunião da NAACP. Ao sair do carro carregando camisetas com a inscrição “Jim Crow Must Go” (As Leis de Jim Crow devem acabar), Medgar foi atingido pelas costas por um tiro de rifle Enfield e faleceu poucas horas antes do presidente John F. Kennedy fazer um discurso em rede nacional apoiando a política dos direitos civis.

Sua morte foi motivo de luto nacional e Medgar teve honras militares em seu sepultamento com a presença de mais de mil pessoas.

Em 23 de junho de 1964, Byron De La Beckwith, um comerciante de fertilizantes e membro do Conselho de Homens Brancos local e da Ku Klux Klan, foi preso pelo assassinato de Evers. Durante o seu primeiro julgamento em 1964, De La Beckwith recebeu a visita do ex-governador do Mississippi, Ross Barnett, e do major-general Edwin A. Walker. Osjúris, compostos totalmente por brancos, por duas vezes naquele ano não chegaram a um acordo para o veredicto sobre a culpa de Byron De La Beckwith, o que o pôs livre.

Em 1963, Bob Dylan escreveu uma música “Only a Pawn in Their Game”, sobre Medgar e seu assassinato.

“Today, Medgar Evers was buried from the bullet he caught/They lowered him down as a king”
(Bob Dylan)

Phil Ochs escreveu as canções “Too Many Martyrs” e “Another Country” em função da morte de Medgar Ever

Referência: Wikipedia

Kit desvenda seus antepassados através do DNA

“Não importa o lugar de onde você vem. O que importa é quem você é! E quem você é? Você sabe?”
(Coco Chanel)

Nossa história, hoje, depende do que nos contam, de fotos e documentos guardados e, muitos detalhes acabam se perdendo com o tempo.

De certa forma, deixamos de saber uma parte de nós.

Passeando pela internet, descobri um kit que nos “conta” mais sobre nossos ancestrais através de nosso DNA.

ancestrydna

O kit custa $ 99 (Noventa e Nove Dólares) e promete descobrir, através de teste de DNA, nossa história familiar.

Combinando ciência avançada com informações online, consegue definir nossa etnia genética e ajuda-nos a encontrar novas conexões familiares, mapeando várias gerações étnicas, podendo até definir, por exemplo, de que região de um determinado continente, vieram nossos antepassados.

O mais interessante é que, quanto mais gente contrata o kit, mais possibilidades de conexões a serem descobertas.

Para contratar o serviço, basta pedir diretamente no site deles http://dna.ancestry.com/

Nada melhor do que saber quem somos e de onde viemos, não é mesmo?

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XII Semana Martin Luther King com debate sobre preconceito na atualidade

Dia 14 de Abril, aconteceu um evento gratuito no Teatro SESC Vila Mariana,

para prestigiar a XII Semana Martin Luther King

martin luther king

“Assim como fomos condicionados, de geração em geração, a acreditar que o homem era superior à mulher, também fomos condicionados a crer que homens brancos eram superiores a homens negros.” 
(Alexandra Loras)

martin luther king

O evento reforçou alguns temas importantes sobre o cenário da discriminação do Brasil e trouxe a tona a discussão de como desfazer a cultura do preconceito racial.

Alexandra Loras dividiu palco com Renato Janine Ribeiro, nosso Ministro da Educação, elevando o debate sobre o tema “A Linha de Montagem do Preconceito – Reprodução de uma Mentira”.

Outros convidados também trouxeram a tona temas importantes para desvendar a subliminaridade do preconceito racial no Brasil, através de experiências de outros países.

O tema “Estados Unidos: Uma Perspectiva Atual” trouxe a tona as conquistas dos Direitos Civis, de políticas públicas eficazes e ações governamentais americanas para lutar contra a discriminação.

“Imagine-se num mundo em que tudo o que há de melhor e mais belo, inteligente, foi feito por negros. As divindades sendo negras e tudo o que fosse pior, negativo, ruim, fosse atribuído à brancos? Como é que algum branco poderia desenvolver sua dignidade, despertar seus potenciais?”
(Alexandra Loras)
alexandre keto

Alexandre Keto participará de 3ª Bienal Internacional de Graffiti Fine Art

Ainda há quem insista em negar, mas graffiti é arte, sim! Tanto é arte que já existe uma bienal internacional com os melhores de todo o planeta mostrando seus incríveis trabalhos.

alexandre keto

E, para nosso orgulho, tem brasileiro lá. O nome dele é Alexandre Keto e seus primeiros passos na arte, foram através de oficinas dentro da própria comunidade onde morava.

Projetos sociais puderam dar a ele e a muitos outros, a chance de explorar seus talentos e virarem referências no que fazem de melhor e hoje, Alexandre tornou-se mais do que um mero artista, mas é um multiplicador das ferramentas de transformação social, especialmente em países africanos, onde desenvolve trabalhos comunitários e intercâmbios.

 

O trabalho de Alexandre é inspirado na cultura africana, através de seus grupos étnicos, ricos em cores e em marcas tão singulares e próprias, sendo tão importantes para outras áreas também, como a moda e na Bienal, fará uma homenagem às vítimas do massacre no Quênia.

A Bienal Internacional de GFA deste ano, acontecerá de 17 de Abril à 19 de Maio, no Pavilhão das Culturas Brasileiras, à Rua Pedro Álvares Cabral, s/n, Portões 3 e 7, em São Paulo.

É um passeio que pode ser feito em família, entre amigos, namorados e até sozinho, pois vale muito à pena!

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Alexandra Baldeh Loras

Novo Blog AlexandraLoras.com

Alexandra Loras quer dedicar seu blog para responder perguntas que recebe frequentemente e incentivar os jovens à irem em busca de seus sonhos.

“Dez anos atrás, me sentia insegura em entrar em lojas chiques. Tinha a sensação de que seria tratada como a Júlia Roberts, em Pretty Woman. Foi então que conheci uma mulher que me levou a circular na elite. Ela se mostrava sempre carismática e era muito querida por todos. Perguntei À ela como fazia para se sentir tão à vontade e foi, então, que ela me deu a lição mais preciosa de minha vida: “Me coloco como se fosse a proprietária de cada lugar que visito. Não a proprietária soberba, mas a que trata todos com carinho e respeito porque quero que voltem sempre. Busco emanar uma luz, irradiar bem-estar.” E então, ela completou: “Se podemos crer que não fazemos parte, também podemos crer que fazemos. Você prefere crer no melhor ou no pior do seu potencial?”. Daí por diante, mantive a mesma postura e foi o que mudou minha vida.”
(Alexandra Loras)

Seu objetivo é mostrar aos jovens de todas as classes como, mesmo tendo nascido no pior gueto de Paris, conquistou todo o prestígio que tem hoje.

Alexandra Baldeh LorasAlexandra Loras é uma das 40 mais relevantes mulheres antes dos 40 no mundo e serve de inspiração para muitos jovens.

No Brasil, além de exercer uma forte influência na moda, Alexandra também palestras semanalmente em escolas públicas, mostrando aos jovens como é possível buscar um futuro melhor, desde que com muito afinco e empenho.

Alexandra responde cerca de 400 emails por semana, pedindo dicas desde como se vestir para uma entrevista de emprego, até como se comportar em uma reunião de negócios, pedir uma promoção ao chefe, etc.

E, por conta disso, resolveu trazer ao seu blog um conteúdo que atenda não apenas a estas dúvidas, como também mostre um pouco de quem ela é e de como ela vê o mundo e as pessoas e, assim, incentivar os jovens mais carentes a buscarem forças e maneiras de exercerem posições importantes em sua sociedade.

Bem-vindos ao espaço AlexandraLoras.com

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Alexandra Loras

Seminário Afro Alagoano conta com participação de Alexandra Loras

26 de Maio de 2015 – Alexandra Loras foi uma das convidadas do Instituto Raízes de África, para proferir palestra no XIX Seminário Afro Alagoano Ígbà Émí Wà: “O Cotidiano do Racismo Contemporâneo e a Construção das Relações Humanas”, a coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, Arísia Barros conduzirá Alexandra Loras em visita­ conhecimento, na manhã deste domingo,24/05 à Serra da Barriga, em união dos Palmares, onde foi construído o Parque Memorial Zumbi dos Palmares.

A palestra aconteceu na segunda-feira, dia 25 de maio, e teve como tema: “Autoestima, Identidade e Pertencimento: O Desafio do Ser Negro”.

Alexandra falou da importância da autoestima e no resgate à identidade e de como as referências positivas à ancestrais e seus feitos importantes, podem recarregar os jovens para que sigam em busca de futuros melhores.

Para saber mais a respeito, veja matéria em vídeo no G1, sobre a participação da Consulesa da França no evento alagoano:

Ver vídeo no G1