Cinco dicas para ser um aliado contra o preconceito

Uma das minhas referências é a atriz, comediante e vlogueira americana Franchesca Ramsey. Ela tem um ótimo canal no YouTube e apresenta o programa Decoded na MTV americana. Como o conteúdo dela é todo em inglês, decidi dividir com vocês um post inspirado em um dos vídeos dela, sobre como os brancos podem ser aliados na causa contra o racismo e também como todos nós podemos colaborar em causas que gostaríamos de apoiar.

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Imagine que um amigo seu está construindo uma casa e pede sua ajuda. Mas você nunca construiu uma casa antes, então é uma boa ideia colocar seu equipamento de proteção e ouvir as orientações do engenheiro responsável, para que ninguém se machuque, certo? Bem, a ideia é a mesma quando se fala em ser um aliado na luta pela igualdade para um grupo do qual você não faz parte. Sua ajuda é muito bem-vinda, mas você deve ouvir primeiro para saber o que fazer.

1- Reconheça seu privilégio

Privilégio não significa que a sua vida é fácil, que você recebeu tudo de mão beijada ou que você nunca teve que batalhar e trabalhar duro. É simplesmente a noção de que há certas coisas na vida que você nunca vai ter que passar ou se preocupar pelo simples fato de ser quem você é. Por exemplo, se você é heterossexual, nunca terá que se preocupar em ser alvo de discriminação por sua sexualidade. Então, para ajudar a lutar pelos direitos de outras pessoas, é importante entender que direitos você tem que outras pessoas não têm. Isso é privilégio.

2 – Esteja aberto a ouvir e aprender

Não é possível aprender se você não estiver disposto a ouvir. A internet e a mídias sociais são uma ótima fonte para isso. Há muitas pessoas compartilhando suas histórias no mundo todo e se conectando com pessoas com quem elas nunca teriam contato se não fosse pela internet. Aproveite os blogs, tweets, vídeos e artigos e informe-se sobre as questões importantes para as comunidades que você quer apoiar.

3 – Use sua voz, mas sem ofuscar as dos outros

O papel de um aliado é dar suporte. Use seu privilégio e sua voz para educar outras pessoas, mas tenha cuidado para fazer isso de forma que não ofusque os membros da comunidade que você está apoiando ou tome crédito por dizer coisas que eles já estão dizendo.

4 – Você vai cometer erros, reconheça quando isso acontecer

Ninguém é perfeito. Desconstruir preconceitos leva tempo e esforço. É muito provável que você cometa erros e escorregue. Mas não se preocupe, você sempre pode se recuperar e se levantar de novo. Apenas lembre-se que não é sobre a sua intenção, é sobre o impacto que você causou. Então se alguém apontar que você errou, ouça, peça desculpas, comprometa-se em mudar o seu comportamento e siga em frente.

5 – Não basta falar, é preciso agir

Esse é o ponto mais importante. Dizer que você é um aliado contra o preconceito não é suficiente, é preciso agir. Não esqueça de traduzir sua vontade de ajudar em atitudes no seu dia a dia.

Espero que seja um conteúdo interessante e útil. O vídeo original você pode acessar neste link: https://youtu.be/_dg86g-QlM0

 

Alexandra Loras é ex-consulesa da França em SP, empresária, consultora de empresas e autora de livros. Referência em diversidade e empoderamento feminino.

Sobre Alexandra Loras

Alexandra Loras é ex-consulesa da França em SP, empresária, consultora de empresas e autora de livros. Referência em diversidade e empoderamento feminino.

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Um comentário sobre “Cinco dicas para ser um aliado contra o preconceito

  1. Adorei a iniciativa do site e a mentalidade de pessos bem sucedidada mostrando que soliedariedade com o nosso povo negro aqui de São Paulo e o Brasil.

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