Imprensa

Lugar de mulher é na liderança

Publicado na Azul Magazine, edução de outubro de 2016.

Imagine um mundo em que as mulheres ocupam a imensa maioria dos cargos de liderança e espaços de poder nas empresas. Imagine que elas recebem salários 30% maiores do que os de seus colegas homens pelo mesmo trabalho. E que os homens têm de responder perguntas pessoais em entrevistas de emprego, como se pretendem ter filhos em breve, por exemplo. Nesse mundo, a grande maioria das referências e dos grandes personagens históricos são mulheres. As revolucionárias, historiadoras, filósofas, inventoras, escritoras e até Deus é representado como uma mulher. Na mídia, o homem é sempre representado como aquele que cuida da casa e dos filhos – ou como um objeto sexual – e as mulheres são vistas como bem sucedidas no trabalho. Se um homem é promovido, as colegas comentam que ele deve ter se envolvido sexualmente com a chefe para conquistar o novo cargo. E eles ouvem piadinhas e insinuações em reuniões de colegas e clientes mulheres. Não seria um mundo cruel? Pois esse é o mundo que as mulheres enfrentam no mercado de trabalho. Para as mulheres negras a situação é ainda mais complexa, porque pesa sobre elas também o racismo e preconceito.  

Exercício semelhante foi proposto pela cineasta francesa Eléonore Pourriat no curta metragem “Majorité Opprimée” (“Maioria Oprimida”) para denunciar o machismo presente em nosso dia a dia. O filme retrata um mundo ao contrário, sexista e dominado por mulheres, em que os homens sofrem assédio, abusos e desrespeito. Claro que não é esse o mundo que queremos, mas serve como reflexão para enxergarmos o quanto nossa sociedade ainda é desigual.

As mulheres são minoria nos cargos de diretoria, ainda que sejam maioria da população e de  formadas nas universidades, segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Em um país onde 51,4% da população é de mulheres, é chocante que nas empresas brasileiras apenas 6% dos cargos em boards executivos sejam ocupados por elas. Isso porque elas têm cada vez mais boa formação, mas encontram muitas portas fechadas para ascender nas empresas.

Eu passei por isso quando entrei na Sciences Po, a mais importante escola de Ciências Políticas da França. Foi uma luta contra minha própria voz, que me dizia que eu não seria capaz, por ser mulher e negra, de conquistar aquele espaço. Mas a verdade é que cada um de nós é capaz, cada um de nós é cheio de talentos, cheio de potenciais enormes que precisam ser revelados. As mulheres são capazes de conquistas incríveis e nossa sociedade precisa dar chances a elas.

Para isso, precisamos mudar a narrativa dos desenhos animados e das novelas, quebrar os clichês e inserir imagens sobre o tipo de sociedade que queremos ver de verdade. Situações que mostram o pai levando as crianças na escola e a mãe tendo uma posição de destaque como, por exemplo, uma juíza no tribunal. Temos que quebrar a hiper sexualização da mulher e a inferioridade velada de que somos inferiores intelectualmente. As mulheres têm poder de compra e decisão sobre a maioria dos produtos que uma família consome, então é ótimo para as corporações que elas estejam representadas em suas equipes. Meu desejo é ver 52% de mulheres nos boards executivos das empresas para termos uma sociedade mais justa. Precisamos sair da formatação da sociedade e dar chances aos talentos de tantas mulheres que podem fazer a diferença nas empresas e nos espaços de decisão e poder.

Alexandra Baldeh Loras é mestrada em Gestão de Mídia pela Sciences Po, influenciadora, empresária, consultora de empresas, autora e palestrante em raça, gênero e diversidade. Trabalha com líderes empresariais para criar um clima mais equilibrado nas organizações, onde a conscientização sobre diversidade de gênero e de raça é tão importante quanto a prosperidade do negócio. Ela escreve um blog sobre dignidade negra www.alexandraloras.com www.facebook.com/alexandrabloras e é ex-consulesa da França em São Paulo.

Alexandra Loras é ex-consulesa da França em SP, empresária, consultora de empresas e autora de livros. Referência em diversidade e empoderamento feminino.

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O mundo real, só que ao contrário

Minha pergunta aos brancos é: você trocaria seu lugar para ser negro em nossa sociedade, com todas as consequências que ser negro ainda representa em 2016?

Publicado do Nexo Jornal em 02.ago.2016

Tente imaginar um mundo diferente. Nesse mundo, tudo que foi feito pelos negros é considerado inteligente, lindo e incrível e todas as referências históricas são com negros. Um mundo onde os grandes personagens da história são todos negros. Os revolucionários, os historiadores, filósofos, inventores, escritores e até Deus, o ser supremo, é representado como negro e, claro, Jesus Cristo também. Quando as crianças assistem televisão, nos desenhos animados, a maioria dos personagens são negros, assim como os príncipes e as princesas. Nas novelas, a mulher branca é sempre a faxineira, ou a amante do homem negro e rico. E a única coisa que sabemos sobre os brancos, são duas páginas nos livros didáticos que dizem que o branco foi escravizado. Como seria esse mundo? Não seria cruel ver sempre o homem branco como o criminoso, como o traficante de drogas? Não seria chocante? Pois esse é o mundo em que vivemos, só que ao contrário. Essas são as referências que temos, desde que nascemos até hoje.

Em minhas palestras, gosto de propor esse exercício de imaginação para estimular uma visão diferente sobre a questão do preconceito. É interessante perceber como a sociedade se acostumou a ser racista pelo simples fato de encarar como normal algo que, se fosse ao contrário, causaria estranhamento. Tive a oportunidade de traduzir essa reflexão em uma imagem, uma foto produzida para a Revista Vogue e acredito que, como dizem, uma imagem vale mais do que mil palavras. A fotografia representa um ambiente aristocrático, porém com negras representando pessoas da elite, enquanto as mulheres brancas estão uniformizadas como empregadas, sendo uma delas a princesa Paola de Orleans e Bragança, descendente da família real brasileira, que gentilmente aceitou meu convite para participar.

FOTO: TINKO CZETWERTYNSKI

FOTO PUBLICADA NA VOGUE BRASIL DE AGOSTO. NA FOTO ESTÃO: PAOLA DE ORLEANS E BRAGANÇA AO FUNDO E, DA ESQUERDA PARA DIREITA: KARINE AMANCIO, JOYCE RIBEIRO, ALEXANDRA LORAS, DANI ORNELLAS E SAMIRA CARVALHO

 

Vejo essa imagem como um convite a vestir a pele das pessoas negras. Como você enxerga essa foto? Causa algum estranhamento? O simples fato da imagem gerar polêmica mostra que não temos uma sociedade igualitária porque, se no mundo em que vivemos negros e brancos fossem tratados da mesma forma, uma inversão de papéis não incomodaria ninguém. Mas como estamos acostumados com essa sociedade que promove privilégios aos brancos, eles não se colocam no lugar dos negros. O nosso objetivo foi gerar uma reflexão sobre o tema, provocar o debate e gerar discussão. Então seja qual for a sua opinião sobre a imagem, o importante é que você pense sobre o assunto, converse sobre ele e reflita. Minha pergunta aos brancos é: você trocaria seu lugar para ser negro em nossa sociedade, com todas as consequências que ser a negro ainda representa em 2016?

ACREDITO QUE O RACISMO SERÁ VENCIDO PELOS ESFORÇOS CONJUNTOS ENTRE NEGROS E BRANCOS. ACREDITO NA CONCILIAÇÃO POR MEIO DA CONSCIENTIZAÇÃO.

Exercício semelhante foi proposto pela cineasta francesa Eléonore Pourriat no curta metragem “Majorité Opprimée” (“Maioria Oprimida”) para denunciar o machismo presente em nosso dia a dia. O filme retrata um mundo ao contrário, sexista e dominado por mulheres, em que os homens sofrem assédio, abusos e desrespeito.

Em ambos os casos, não se trata de defender esses mundos reversos como ideais. Tampouco a sociedade que desejo seria uma em que os brancos são oprimidos pelos negros. De forma alguma. ​Acredito que o racismo será vencido pelos esforços conjuntos entre negros e brancos. Acredito na conciliação por meio da conscientização. O branco de hoje não tem culpa pelas atrocidades que foram feitas no passado, mas somos todos responsáveis por solucionar as consequências traumáticas e reequilibrar nossa sociedade.

Em todas as minhas iniciativas contra o racismo, recebo inúmeras mensagens de apoio e também muitas críticas. Não sou a maior especialista no tema, porém procuro aproveitar o espaço que me foi dado pela mídia brasileira para trazer visibilidade sobre esse assunto. Desde que desenvolvi minha tese de mestrado sobre a invisibilidade do negro na televisão francesa, venho pesquisando sobre o racismo. Neste ano, já participei de mais de 50 eventos sobre diversidade, fui uma das palestrantes convidadas para o TEDx em Cannes, durante os eventos do mês da consciência negra em Harvard e idealizei o primeiro TEDxSãoPaulo protagonizado por mulheres negras, que aconteceu em julho no Hotel Unique.

Acredito que não existe receita certa nessa luta. Prefiro me mexer e incomodar do que ficar quieta, calada, sendo abusada pelo sistema. Prefiro tentar e errar do que ficar presa nessa realidade que me incomoda sem fazer nada para mudá-­la.

Alexandra Baldeh Loras é mestre em Gestão de Mídia pela Sciences Po, influenciadora e palestrante em raça, gênero e diversidade. Ela escreve um blog sobre dignidade negra www.alexandraloras.com ​www.facebook.com/alexandrabloras e é consulesa da França em São Paulo.

Alexandra Loras é ex-consulesa da França em SP, empresária, consultora de empresas e autora de livros. Referência em diversidade e empoderamento feminino.

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MULHERES QUE INSPIRAM, POR ALEXANDRA LORAS

 Publicado no site RG-UOL em 08.08.16

Tenho acompanhado com muito orgulho histórias de mulheres incríveis com grandes conquistas, como a estudante Lorrayne Isidoro, que representou o Brasil na Olimpíada Internacional de Neurociências na Dinamarca. Com apenas 17 anos, moradora de uma favela no Rio de Janeiro, sempre estudou em escola pública, aprendeu sozinha a falar inglês e francês e precisou criar uma campanha de financiamento coletivo para custear a sua viagem para a Dinamarca, depois de vencer a IV Olimpíada Brasileira de Neurociências, em São Paulo.Outra linda história que conheci recentemente é a deAriana Reis, uma mulher negra de origem humilde que se formou médica com muita luta. Em seu convite de formatura, escreveu a seguinte frase: “Sou mulher, sou negra, sou da favela e hoje sou médica.”

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Essas mulheres são para mim uma grande inspiração, porque venceram a falta de privilégios, a desigualdade e a voz interior que diz que não somos dignos ou capazes, e conquistaram seus espaços. Sei que elas representam exceções em um mundo onde a falta de oportunidades favorece alguns talentos, enquanto ofusca outros. Isso é particularmente evidente no Brasil, um país onde a desigualdade social e o preconceito são tão grandes.

Mesmo não existindo um apartheid oficial no país, há ambientes onde o negro não vai. Fomos condicionados a não se autorizar a fazer certas coisas. Nos shoppings de luxo, por exemplo, não há uma placa dizendo “só para brancos” mas, mesmo assim, vê-se poucas pessoas negras nesses espaços. Há algum tempo a Google me convidou para uma palestra, ocasião na qual me informaram que queriam contratar mais negros. Eles anunciaram as vagas em uma das universidades com mais alunos negros de São Paulo, porém não receberam nenhum currículo. Por quê? Porque o negro tem a autoestima tão baixa que não acredita que possa se candidatar para a Google. Esta é nossa grande enfermidade.

Desde muito cedo, percebi que teria que me esforçar mais por ser negra. Quando entrei na faculdade, na Sciences Po, foi uma luta contra minha própria voz, que me falava, “não, Alexandra, você não pode alcançar esse nível”. Eu tentava dominar essa voz e sabia que poderia vencê-la. Mas isso me fez perceber o quanto a sociedade tinha me marcado como mulher e negra. Então decidi ir lá e empurrar as portas e elas se abriram. Eu tinha muitos limites que me falavam: “Ah, mas você não conhece ninguém lá, você não pode, você não é capaz…” Mas a verdade é que cada um de nós é capaz, cada um de nós é cheio de talentos, cheio de potenciais enormes que precisam ser revelados. Quantos Mozarts, por exemplo, nunca foram apresentados a um piano?

Acredito que a solução ideal é termos uma sociedade mais justa e com iguais oportunidades para todos. Mas enquanto lutamos por isso, como vencer essa voz interior e conquistar os espaços que queremos, como fizeram Lorrayne e Ariana? Gosto muito de um conselho que recebi de uma amiga há 15 anos. Ela me levou a uma festa da elite e eu estava muito envergonhada, não sabia me portar, queria desaparecer, sumir daquele lugar. Ela, que também era de origem humilde e muçulmana, circulava como se conhecesse a todos, e todos a cumprimentavam e conversavam com ela. Perguntei: “como você faz isso?” E ela me respondeu: “Você tem que se sentir dona do lugar. Não com arrogância, mas da mesma forma como você receberia seus amigos em sua casa: acolhedora, simpática e feliz em ver essas pessoas que tomaram de seu tempo precioso para vir lhe visitar”.

Ela tinha razão. Você precisa encontrar o pensamento que vai te empoderar para conquistar qualquer espaço. Pense que você é a dona do lugar, em vez de achar que você não é legítima de estar ali. Por que uma pessoa de uma família privilegiada seria mais legítima nos espaços de poder do que uma pessoa de origem humilde que não teve os mesmos privilégios? Acho que esta foi a maior lição que aprendi.

*Alexandra Baldeh Loras é mestranda em Gestão de Mídia pela Sciences Po, influenciadora e palestrante em raça, gênero e diversidade. Ela escreve um blog sobre dignidade negra e é consulesa da França em São Paulo.

Alexandra Loras é ex-consulesa da França em SP, empresária, consultora de empresas e autora de livros. Referência em diversidade e empoderamento feminino.

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Mariana Godoy entrevista: Alexandra Loras

O programa Mariana Godoy entrevista, apresentado pela jornalista Mariana Godoy, na Rede TV!, recebeu Alexandra Baldeh Loras ontem (6 de novembro) para uma entrevista ao vivo.

Abaixo, o programa Mariana Godoy entrevista do dia 6 de novembro na íntegra, com participação do governador do Paraná, Beto Richa no primeiro bloco. No segundo bloco, a partir dos 25 minutos de vídeo, a entrevista de Alexandra Loras, onde fala de sua trajetória de vida, de como sentiu o preconceito na pele e de como acha que podemos contornar essa situação:

Mariana Godoy recebe Beto Richa e Alexandra Loras – Íntegra

Redação: Thatiana Nunes

Thatiana Nunes | Redatora do Blog AlexandraLoras.com

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Jô Soares conversa com Alexandra Baldeh Loras

Alexandra Baldeh Loras foi entrevistada por Jô Soares na última segunda-feira, dia 02 de Novembro.

Alexandra Loras trouxe à tona um tema urgente e tão latente em nosso país: o racismo.

Vestida de branco, Alexandra levantou a questão das babás se vestirem de branco como se fosse um “dresscode” ou um uniforme para babás no Brasil, o que acaba por segregar e diferenciar a babá dos demais membros da família.

Em seguida, faz um paralelo citando o mundo como se tivesse sido formatado apenas com referências negras, os cientistas, inventores, filósofos, intelectuais e outros, onde até mesmo Deus fosse negro. Na TV, as personagens fossem negras, as princesas fossem negras e as únicas referências aos brancos, fossem bem superficiais e referentes à escravatura, apenas.

Com essa dinâmica, Alexandra mostra o outro lado da história e como, em nossa mente, somos formatados a aceitar que o bom é feito por brancos e o ruim, por negros, sempre atrelados a personagens sem escrúpulos, bandidagem, amantes, etc.

Mostrou ao público que, apesar de serem humilhantes, as cotas são a única forma de reequilibrar as oportunidades. Não se trata de uma questão fixa, mas uma questão passageira, uma transição.

Alexandra Loras mostra, ainda, que o que é mais importante hoje, é resgatar a identidade dos negros com referências positivas e importantes para a história do mundo, de forma que eles possam voltar a acreditar em si, em seus potenciais e buscarem meios e oportunidades de encontrarem seus talentos, de fazerem a diferença, ao invés de ingressarem na criminalidade.

Esse reforço vem, por exemplo, através do livro Gênios da Humanidade, escrito por Alexandra Loras em parceria o historiador Carlos Machado, que será lançado em fevereiro, falando de grandes figuras negras da História, como inventores, cientistas, escritores, intelectuais, filósofos e outros.

Para ver a entrevista completa de Alexandra Baldeh Loras concedida ao Jô Soares, clique neste link: http://bit.ly/1WHCSku

Redação: Thatiana Nunes

Thatiana Nunes | Redatora do Blog AlexandraLoras.com

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Alexandra Loras apoia Luta contra o câncer de mama

“Fiquei muito honrada em participar desta campanha linda da Luta Contra o Câncer de Mama, por isso vim correndo contar para vocês!”
(Alexandra Loras)

O Instituto Viva a Diferença, promoveu a Campanha Homens na Luta Contra o Câncer de Mama com apoio da L’Officiel.

Porque o câncer de mama é algo sério e que atinge mais mulheres, mas também atinge homens.

Sem falar que a cada mulher que sofre com o câncer de mama, muitos maridos, pais, filhos, irmãos e amigos homens também sofrem por ela.

Prevenção

É importante fazer o autoexame e visitar o médico regularmente. Quando mais cedo diagnosticado, maiores as chances de cura. E com menos sequelas.

O autoexame é fácil de fazer: basta tocar-se na região das mamas com movimentos circulares, com pressão média. Caso perceba algum nódulo, região endurecida ou anormalidade, procure um médico imediatamente.

Pode não ser nada, mas é melhor prevenir do que remediar.

câncer de mama

 

Thatiana Nunes | Redatora do Blog AlexandraLoras.com
Alexandra Loras

Seminário Afro Alagoano conta com participação de Alexandra Loras

26 de Maio de 2015 – Alexandra Loras foi uma das convidadas do Instituto Raízes de África, para proferir palestra no XIX Seminário Afro Alagoano Ígbà Émí Wà: “O Cotidiano do Racismo Contemporâneo e a Construção das Relações Humanas”, a coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, Arísia Barros conduzirá Alexandra Loras em visita­ conhecimento, na manhã deste domingo,24/05 à Serra da Barriga, em união dos Palmares, onde foi construído o Parque Memorial Zumbi dos Palmares.

A palestra aconteceu na segunda-feira, dia 25 de maio, e teve como tema: “Autoestima, Identidade e Pertencimento: O Desafio do Ser Negro”.

Alexandra falou da importância da autoestima e no resgate à identidade e de como as referências positivas à ancestrais e seus feitos importantes, podem recarregar os jovens para que sigam em busca de futuros melhores.

Para saber mais a respeito, veja matéria em vídeo no G1, sobre a participação da Consulesa da França no evento alagoano:

Ver vídeo no G1

Thatiana Nunes | Redatora do Blog AlexandraLoras.com