Figuras Negras Importantes

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Mariana Godoy entrevista: Alexandra Loras

O programa Mariana Godoy entrevista, apresentado pela jornalista Mariana Godoy, na Rede TV!, recebeu Alexandra Baldeh Loras ontem (6 de novembro) para uma entrevista ao vivo.

Abaixo, o programa Mariana Godoy entrevista do dia 6 de novembro na íntegra, com participação do governador do Paraná, Beto Richa no primeiro bloco. No segundo bloco, a partir dos 25 minutos de vídeo, a entrevista de Alexandra Loras, onde fala de sua trajetória de vida, de como sentiu o preconceito na pele e de como acha que podemos contornar essa situação:

Mariana Godoy recebe Beto Richa e Alexandra Loras – Íntegra

Redação: Thatiana Nunes

Thatiana Nunes | Redatora do Blog AlexandraLoras.com

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Jô Soares conversa com Alexandra Baldeh Loras

Alexandra Baldeh Loras foi entrevistada por Jô Soares na última segunda-feira, dia 02 de Novembro.

Alexandra Loras trouxe à tona um tema urgente e tão latente em nosso país: o racismo.

Vestida de branco, Alexandra levantou a questão das babás se vestirem de branco como se fosse um “dresscode” ou um uniforme para babás no Brasil, o que acaba por segregar e diferenciar a babá dos demais membros da família.

Em seguida, faz um paralelo citando o mundo como se tivesse sido formatado apenas com referências negras, os cientistas, inventores, filósofos, intelectuais e outros, onde até mesmo Deus fosse negro. Na TV, as personagens fossem negras, as princesas fossem negras e as únicas referências aos brancos, fossem bem superficiais e referentes à escravatura, apenas.

Com essa dinâmica, Alexandra mostra o outro lado da história e como, em nossa mente, somos formatados a aceitar que o bom é feito por brancos e o ruim, por negros, sempre atrelados a personagens sem escrúpulos, bandidagem, amantes, etc.

Mostrou ao público que, apesar de serem humilhantes, as cotas são a única forma de reequilibrar as oportunidades. Não se trata de uma questão fixa, mas uma questão passageira, uma transição.

Alexandra Loras mostra, ainda, que o que é mais importante hoje, é resgatar a identidade dos negros com referências positivas e importantes para a história do mundo, de forma que eles possam voltar a acreditar em si, em seus potenciais e buscarem meios e oportunidades de encontrarem seus talentos, de fazerem a diferença, ao invés de ingressarem na criminalidade.

Esse reforço vem, por exemplo, através do livro Gênios da Humanidade, escrito por Alexandra Loras em parceria o historiador Carlos Machado, que será lançado em fevereiro, falando de grandes figuras negras da História, como inventores, cientistas, escritores, intelectuais, filósofos e outros.

Para ver a entrevista completa de Alexandra Baldeh Loras concedida ao Jô Soares, clique neste link: http://bit.ly/1WHCSku

Redação: Thatiana Nunes

Thatiana Nunes | Redatora do Blog AlexandraLoras.com

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Descobertas novas cartas e fotos de Machado de Assis

A Academia Brasileira de Letras apresentou no dia 15 de Outubro, uma troca de cartas inédita entre Machado de Assis e José Veríssimo, um de seus colegas de ABL.

machado de assisA ABL (Academia Brasileira de Letras) usou de uma analogia bem peculiar aos novos tempos para se referir aos achados: “Uma espécie de troca de emails” sobre amenidades.

Os achados foram doados há cerca de 2 meses para ABL e faziam parte do acervo de Veríssimo. Das 61 cartas encontradas, 12 eram inéditas e, em sua maioria, são cartas curtas e bilhetes e são parte importante para compor a coleção da ABL.

machado de assisOs documentos também podem ajudar no esclarecimento de erros de transcrição em materiais já publicados. “Li todas as correspondências encontradas no acervo e até notei algumas discrepâncias das transcrições anteriores para o original. Por mais cuidados que tenham as pessoas que transcrevem, às vezes é uma vírgula que falta, um parágrafo que não tinha”, explica Irene Moutinho, especialista na obra de Machado.

machado de assisO material foi doado por Helena Araujo de Lima Veríssimo, viúva do neto de José Veríssimo e ainda inclui artigos de jornais, fotografias e correspondências para familiares e amigos.

machado de assisTambém foram encontradas pelo menos 3 fotografias inéditas de Machado de Assis, uma das quais chamou atenção dos pesquisadores por ser uma imagem frontal, tirada quando o escritor já tinha cerca de 50 anos.

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Machado de Assis, que é considerado o maior ícone de todos os tempos da literatura brasileira, por anos teve sua cor de pele “clareada” em livros didáticos, mas hoje é uma das maiores inspirações para os jovens, especialmente jovens negros, para que se orgulhem de suas raízes e referências positivas.

Com essas fotos, esses referenciais poderão ser ainda mais reforçados, trazendo para os jovens mais um motivo para acreditarem e investirem em seus talentos e potenciais e buscarem serem também referências naquilo que fazem.

Redação: Thatiana Nunes | Fonte/Fotos: O Tempo

Thatiana Nunes | Redatora do Blog AlexandraLoras.com

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Rei Kamehameha I: um guerreiro que conquistou ilha por ilha

Engraçado que, ao ouvir Kamehameha, muitos de nós (inclusive eu), lembramos de um seriado japonês, o Dragon Ball. Afinal, esse é o grito de guerra do protagonista.

O arquipélago polinésio, que hoje é território anexado aos Estados Unidos, já foi um país soberano.

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Fonte: historiailustrada.com.br

Um fato que pode ter sido deliberadamente ocultado de livros de história, é que o Havaí tinha nativos negros, cujas raízes são ancestrais africanos, à exemplo da dinastia Kamehameha.

O rei Kamehameha I, conhecido como “O Grande”, era um guerreiro e conquistou ilha a ilha, até unificar o arquipélago como um reino, hoje chamado Havaí e, após tomada, a dinastia Kamehameha ficou no poder por cinco gerações.

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Fonte: Wikipedia

Em comitiva real, o rei Kamehameha II visitou o Brasil em 1824, passando pelo Rio de Janeiro e sendo recebido com pompas e festas.

Com a morte de Kamehameha V, o Reino do Havaí (1795-1893) entrou em crise, sendo anexada aos EUA.

Hoje, Kamehameha, o Grande, é inspiração para triatletas, devido ao seu vigor e superação física, associados à inteligência emocional e estratégica, em busca de suas conquistas.

Em sua homenagem, a estátua de Kamehameha, O Grande:

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Fonte: interata.squarespace.com
Thatiana Nunes | Redatora do Blog AlexandraLoras.com

Rainha Charlotte de Mecklemburgo-Strelitz lutava por melhor educação das mulheres

Rainha Charlotte, uma das mais importantes mulheres de seu tempo, era negra, segundo estudos de sua ascendência.

Rainha Charlotte
Rainha Charlotte

Existem documentos que relatam sua ascendência africana, o que fica ainda mais evidente ao observarmos seus traços. Seu quadro de coroação, inclusive, teria sido usado pelos abolicionistas para reforçar sua causa.

Princesa Charlotte, filha do duque Carlos Luís Frederico de Mecklemburgo, príncipe de Mirow, casou-se com Jorge III quando ainda era príncipe, acompanhou-se em sua elevação à rei de Hanôver, quando tornou-se rainha consorte do Reino da Grã-Bretanha e Irlanda e, posteriormente, Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda.

Botânica amadora, empenhou-se em expandir os Reais Jardins Botânicos de Kew. Também era mecenas das artes, conhecida de grandes nomes como Bach e Mozart, conquistou Jorge III por conta de seus atributos intelectuais e do caráter impecável.

O casal real teve quinze filhos, dos quais treze chegaram à idade adulta, no entanto, conta-se que Charlotte era pessoalmente perseguida pela sogra, que a vigiava a fim de limitar suas atividades e interações.

Uma de suas preocupações era com a educação das mulheres que, à época, geralmente era bem pior que a dos homens. Mulheres geralmente eram educadas apenas a se portarem bem diante de convidados e personalidades, serem boas mães e esposas, mas Charlotte, que sempre se interessou por cultura, música, artes e botânica, buscou conhecimentos para si através de estudos e leitura e estendeu este também à suas filhas mulheres.

Além de excelente mãe e companheira, já que veio a cuidar de seu marido após ser considerado louco, até seu leito de morte, também era agradável para conversas, pois era dotada de simpatia e inteligência.

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(c) Oxford College Anon II, University of Oxford; Supplied by The Public Catalogue Foundation

 

Thatiana Nunes | Redatora do Blog AlexandraLoras.com

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A verdadeira face das figuras importantes de nossa história

Uma imagem mostra a verdadeira face, literalmente, de figuras importantes da nossa história e como, ao longo dos anos, foram omitidas de nossos livros, informações de pessoas negras que fizeram parte da construção dela.

Crianças passaram (e até hoje passam) toda a idade escolar sem saber que muitas figuras importantes eram negras, porque além de não haverem referências a respeito, suas imagens também eram refletidas de forma a omitir isso.

Por isso, neste blog vamos falar de figuras importantes da história mundial que eram negras e nem todos sabem/sabiam. Assim, podemos reforçar a identidade de jovens negros e resgatar sua autoestima e fé em seu próprio potencial na busca por um futuro melhor. Acreditamos que isso possa, de fato, fazer com que mais e mais jovens, negros ou não, sintam-se estimulados e inspirados à deixarem de lado seus medos e rancores, para seguirem em frente e abraçarem e criarem oportunidades para serem o que mais almejarem, desde advogados a presidentes!

Deixo a imagem abaixo da rainha Nefertari, e como ela poderia ser nos dias de hoje. 10407378_1648541322040968_4457594292262769986_n

 

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Livro reforça trabalhos intelectuais desenvolvidos por negras e negros

O livro do historiador Carlos Eduardo Dias Machado, lançado pela editora EDUEL, faz referências a negras e negros que tiveram papel importante no desenvolvimento da humanidade, mas que foram omitidos ou esquecidos nos livros e nas histórias contatas de geração em geração.

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O esfregão e o balde que o acompanha foram criados pelo inventor negro Thomas Stewart, em 1893. Já a sonda ultravioleta foi criada por George R. Carruthers, em 1972. Sua invenção foi utilizada na missão Apollo 16 à Lua. (Informações extraídas do livro “Negros e negras inventores, cientistas e pioneiros”)

Machado conta que ao ver uma publicidade do McDonald’s, aos 25 anos, se deu conta da invisibilidade do negro nos campos da tecnologia, ciência e inovação.

publicidadeEra fevereiro de 1996  e o anúncio da rede de fast food aparecia numa edição da revista norte-americana Ebony, voltada para afrodescendentes.

Na publicação do Mc Donald’s, em homenagem ao Mês da História Negra, haviam ilustrações de objetos inventados por pessoas negras. E eram invenções que fazem toda a diferença no mundo de hoje, como: semáforo, geladeira, caneta tinteiro, filamento de carbono para a lâmpada elétrica, etc e o título da publicação era: “Toda vez que você usa uma dessas coisas, está celebrando a história negra”.

Fiquei feliz ao saber disso, mas ao mesmo tempo muito espantado por nunca ter ouvido sobre inventores negros antes e nunca ter recebido essas informações na escola”, conta.

Machado começou uma pesquisa no mesmo ano e descobriu que não havia um único livro em português que fizesse referência a inventores e cientistas negros. “Pensei: ‘alguém tem que escrever esse livro. E porque não eu’?”, lembra.

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E assim Machado empenhou-se e em sua pesquisa e o fez. Seu livro foi lançado em Londrina/PR e São Paulo/SP em março de 2013, pela EDUEL (Editora da Universidade de Londrina, em parceria com a Uniafro do Ministério da Educação). A publicação faz parte da série “Nossos saberes, nossos conhecimentos, lançada pelo Núcleo de Estudos Afro-Asiáticos da Universidade de Londrina.

A importância desta obra vai além do que possamos conceber, uma vez que é a oportunidade de finalmente dar nome aos negros que fizeram parte de nossa evolução científica, intelectual, social e em todas as amplitudes.

É um livro que merece lugar nas leituras curriculares, nas tarefas de sala de aula, nas prateleiras das casas.

Sobre o autor:

Carlos Eduardo Dias Machado

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  Professor Mestre em História Social pela USP

  Ex-bolsista da Fundação Ford

Professor da rede pública de ensino

Obra: “Negros e negras inventores, cientistas e pioneiros

Thatiana Nunes | Redatora do Blog AlexandraLoras.com

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O homem que andava 19km por dia para estudar

“Você pode matar um homem, mas você não pode matar uma ideia.”
(Medgar Evers)

Medgar Wiley Evers (2 de julho 1925 – 12 de junho de 1963) foi um ativista afro-americano do Movimento dos Direitos Civis dos Estados Unidos, assassinado pelo supremacista branco Byron De La Beckwith.

Era filho de Jessie e James Evers, pequenos fazendeiros do Mississipi.

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Após o linchamento de um amigo da família, Medgar ficou determinado a estudar, ainda que para isso tivesse que enfrentar as mais duras penas. Para ir e voltar da escola, Medgar caminhava 19,3 km por dia e conseguir o diploma do ensino médio.

Em 1943, aos 18 anos, Medgar alistou-se no Exército dos EUA, junto com seu irmão mais velho. Lutou na França, no Teatro Europeu da Segunda Guerra Mundial e, em 1945, deu baixa com a patente de sargento, retornando à sua cidade natal.

Ainda obstinado a ser alguém importante, matriculou-se no Alcorn College (Atualmente Alcorn University), graduando-se em Administração de Empresas.

Na faculdade, Medgar dedicava-se aos estudos, dividindo-se também entre debates em grupo, futebol, atletismo e ainda cantava no coral.

medgar eversGanhou a honra de Who’s Who in American Colleges por suas realizações.

Casou-se com uma colega de faculdade Myrlie Evers-Willians, em 1951 e, no ano seguinte, pós-gradou-se. Tiveram três filhos e mudaram-se para Mound Bayou.

Com a mudança de cidade, Medgar foi contratado por T. R. M. Howard para vender seguros na Magnolia Mutual Life Insurance Company. Howard era envolvido com o ativismo, presidindo a RCNL (Regional Council of Negro Leadership), uma organização pelos direitos civis e ajuda mútua, o que aproximou Medgar ao ativismo e também lhe deu respaldo para ingressar de vez.

Medgar participou ativamente do boicote da RCL aos postos de combustível que negavam o uso de banheiros a negros, distribuindo adesivos com o slogan “Don’t Buy Gas Where You Can’t Use the Restroom” (Não compre gasolina onde você não possa usar o banheiro). As reuniões da RCL chegavam a ter mais de 10 mil pessoas presentes.

Em 1954, Medgar candidatou-se a Faculdade de Direito da Universidade de Mississipi e, quando teve seu pedido negado, moveu uma ação contra a universidade, tornando-se foco da campanha da NAACP para o fim da segregação nas universidades. O caso chegou à Suprema Corte dos EUA, que teve seu nome sugerido para primeiro-secretário do escritório nacional da NAACP.

medgar eversSeu assassinato aconteceu em 12 de junho de 1963, quando ele estacionou seu carro na garagem ao retornar de uma reunião da NAACP. Ao sair do carro carregando camisetas com a inscrição “Jim Crow Must Go” (As Leis de Jim Crow devem acabar), Medgar foi atingido pelas costas por um tiro de rifle Enfield e faleceu poucas horas antes do presidente John F. Kennedy fazer um discurso em rede nacional apoiando a política dos direitos civis.

Sua morte foi motivo de luto nacional e Medgar teve honras militares em seu sepultamento com a presença de mais de mil pessoas.

Em 23 de junho de 1964, Byron De La Beckwith, um comerciante de fertilizantes e membro do Conselho de Homens Brancos local e da Ku Klux Klan, foi preso pelo assassinato de Evers. Durante o seu primeiro julgamento em 1964, De La Beckwith recebeu a visita do ex-governador do Mississippi, Ross Barnett, e do major-general Edwin A. Walker. Osjúris, compostos totalmente por brancos, por duas vezes naquele ano não chegaram a um acordo para o veredicto sobre a culpa de Byron De La Beckwith, o que o pôs livre.

Em 1963, Bob Dylan escreveu uma música “Only a Pawn in Their Game”, sobre Medgar e seu assassinato.

“Today, Medgar Evers was buried from the bullet he caught/They lowered him down as a king”
(Bob Dylan)

Phil Ochs escreveu as canções “Too Many Martyrs” e “Another Country” em função da morte de Medgar Ever

Referência: Wikipedia

Thatiana Nunes | Redatora do Blog AlexandraLoras.com